O ego ferido, doido, se transfigura na fúria que dilacera o
corpo. O berro silencioso ecoa na alma sozinha, dessa carência mal aceita,
tornando o orgulho sua armadura mais dura enquanto chora escondido sem cair uma
lágrima.
As palavras ásperas só mostra sua enorme sensibilidade e solidão.
Te pego no colo, te dou um sorriso, posso segurar suas mãos.
Mas se ame, se namore, esteja em paz, sinta o cheiro das coisas. Não se
martirize eternamente, nem faça alguém sofrer, por um egocentrismo que te leva
ao precipício, e quando você menos notar, sua vida já passou, e seu único companheiro,
será seu espelho convexo.