Veneno da noite, sou o câncer mal consumido do órgão que se
desfragmentou. O câncer da buceta que arde e desespera desse não ter o que
fazer. Não escrevo poesias, e não escreverei insetos malditos que orbitam em
minha cabeça, porque prefiro o abstrato. Vivemos o abstrato que é o orgasmo da
masturbação vazia.
A cerveja gelada me completa agora, das lágrimas mal resolvidas das
incertezas do bar. A efemeridade me marca. Do sentido falso das noites que
fingimos, porque as vezes somos feitos de mágoas.
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