segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Sem vírgula.


A cerveja gelada me arrepia nos desejos que me consomem todos os dias da lágrima que não cai e molha meu coração. O vento que corta meu rosto arrastando meus cabelos quase me despedaçando dos pensamentos que não saem da minha cabeça que gruda e avança no meu corpo inteiro. Não entendo essa irracionalidade que surgiu de um momento através das escadas que formaram um sorriso meio sem graça da cachaça mal consumida. Uma conversa não terminada apenas no infinito dos seus olhos que hipnotizam das pupilas mal dilatadas que refletem minha imagem e o Sol quente que nos queima. A fome me consome nessa madrugada de insônia ouvindo poesia. Me atiro nas nuvens na grama no mar na Lua sozinha esperando Godot. A vergonha dos meus defeitos me sufoca me engana me mancha de sangue. A vaidade enraivece dessa ditadura empobrecida que nos afunda e irrita caindo num mau humor não necessário. Sinto as faíscas da minha pele cinzenta sair pelos poros envergonho-me. Paro me olho me escuto e só vem você não sei o que me é possível. Descabelada docemente sorrio e estendo minhas mãos que querem se retrair mas você não deixa. Já está tarde e cansei de devaneios de semanas à tarde numa rua comprida olhando os rostos a procura do seu. Agora vou dormir e acordar para um dia diferente sem você não quero mais nem nunca quis apenas aconteceu.
Adeus.