domingo, 23 de dezembro de 2012

Ferpas.


É refugiar-se na escuridão de sua própria sombra. É quase falecer na solidão. Estou contigo e estou sozinho, apenas fale comigo, que a casca que me cobre se quebra e estaremos bem.
Estou paralisado olhando o mundo girar, com seus grotescos seres, vejo a loucura entornada em volta de si, apenas na escuridão dos seus olhos, que não sabem enxergar, e nem viver com sinceridade.
Recomeçar... O final do ciclo está sendo apenas o começo.
Pouco tempo parece uma eternidade, vagamente perdida no subconsciente.
 Não encontra respostas, e necessita de coragem para seguir com a realidade, não no mundinho insano de falsas percepções.
Tenta seguir, mas existe uma ferpa que não sai dos seus dedos, e incomoda. Sendo que seu incomodo na verdade, é você.
O mundo engole a partir do momento que você avança.

sábado, 3 de novembro de 2012

Só existe amor quando é livre.



Meu amor por ti é livre. Um pássaro só é feliz voando.
Meu amor me acorrenta, me aprisiona, mas apenas no momento em que o seu sufoca.
Sou o extremo  que corre por todos os lados, e você tenta acompanhar, mas desiste no meio do caminho, porque não é sua zona de conforto.
A beleza de um pássaro se admira ao livre, não na gaiola, onde o coração sangra, e a alma chora.

sábado, 22 de setembro de 2012

Rodopiando



Toca,  sinos tocam.
Toca a beleza e o mistério do crepúsculo.
Mastiga a vida, não sacia a sede, e se engasga. Passa o dia na monotonia, a noite dorme, e nos finais de semana  dissimula felicidade.
Brinca consigo mesmo num jogo de regras, e de esconde- esconde. Tenta se encontrar, mas perde facilmente o jogo.
Rodopia no abismo, desafiando o medo.
Dorme criança, que o nascer do  Sol chega logo...

domingo, 9 de setembro de 2012

Amanhã.



Seus muros estão prestes a cair, e o concreto que você mesmo construiu te derruba, com uma forte pancada.
As cicatrizes estão se abrindo, fazendo sua dor parecer eterna. Rastejando em volta do passado, os tímpanos estão estourando por causa daquela música.
Perdendo o caminho por fingir não ser importar, sangrando. Segure minhas mãos e me leve as estrelas...
Hoje você é o contrário do que era ontem. Ontem alegria, hoje solidão. Ontem esperança, hoje falta fé.  Amanhã será os dois juntos formando seu corpo.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Bú!


Somos corpos escravos da nossa própria tortura, fugindo do irreal que guardamos conosco. Deixe que voe ao invés de permanecer. Sou o barulho da noite e a perturbação da sua cabeça. A perturbação que não existe, e assombra. Seja real ou morra na sua asfixia.
O invisível tem sido a salvação dos desesperados, se despedaça como papel do imaginário. Fuja ou a loucura te pegará eternamente.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Boom!


Minhas palavras andam repetitivas a todos os ouvidos. Meus sentimentos fincaram e são os mesmos agora. Talvez eternamente sejam os mesmos, mas a cada dia com uma nova intensidade.
Queria saber qual é a intensidade do mundo, uma coisa quase impossível, já que no nosso manicômio cada pessoa tem uma intensidade da sua loucura.
ESVAZIE, EVAPORE, BOOOM!
BOOM... nosso lema de séculos talvez. Apenas BOOM... BOOM de emoções, BOOM de guerras, BOOM de fingimentos, BOOM de tristezas, BOOM de alegrias, BOOM de sofrimentos, BOOM de falta... Falta BOOM de compreensão.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Igual, eterno.



Onde você esconde seus fantasmas? Debaixo da sua cama de ilusões?  Este não é seu mundo real, seus amigos imaginários estão te esperando na esquina para a falsa diversão. Quando amanhecer restará apenas pó.
Dentro do seu próprio vazio você se esconde, talvez porque você não exista.
Se encontre ou morra na terra do nunca.

domingo, 17 de junho de 2012

Veneno Fatal.




O que é o amor? Uma camada de gelo derretida, ou o fogo que queima?
O que é o amor? É sentir-se preso dentro de si mesmo, ou livre para si?
O amor sufoca, e enraivece, em sua ira de sentimentos atingidos por um raio. Ele te pega, e quando você vê você está consumido, e tudo está fora do lugar...
Ele é tão amplo e tão confuso, talvez seja um veneno que te mata aos poucos.
Aaaa o amor, tantas definições sem significado nenhum, as palavras não valem tanto quanto se sente.
Quero ser  picada, ou não.