sexta-feira, 12 de julho de 2013

Sem terminar.


O orvalho molhou uma ponta do meu corpo, o gosto do vinho misturou-se com o cheiro de sangue que caia lentamente dos corpos ao meu lado.
Prepotências distantes, passageiros e de nascença. A bosta sai da boca, enchendo a cidade de merda, hipocrisia e farsas.
Me sinto livre vendo esses corpos mortos, distantes dos meus dias de pinga com figuinho, e de verdadeiras vontades.
O doce parecia bom, até sentir o gosto estragado , e o azedume que exalava, saindo intimamente do onírico.
Qual é o teu refúgio?

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